@PHDTHESIS{ 2024:1319240257, title = {As características da rede de apoio social estão associadas à hospitalização? Achados de um estudo de coorte com pessoas idosas da comunidade}, year = {2024}, url = "https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/2687", abstract = "Introdução: O envelhecimento é caracterizado por alterações fisiológicas que podem agravar as condições crônicas, tornando a pessoa idosa mais suscetível à hospitalização. Nesse sentido, a rede de apoio social pode ajudar a enfrentar os efeitos deletérios do estresse no organismo e, consequentemente ser uma importante aliada no processo de cuidar das pessoas mais velhas, ao diminuir as chances de desfechos adversos. Objetivo: verificar se as características da rede de apoio social estão associadas ao tempo até a hospitalização de pessoas idosas. Método: estudo de coorte prospectiva que utilizou como dados da linha de base a pesquisa intitulada “Associação entre baixo nível de apoio social e o comprimento dos telômeros em idosos” que foi realizada em 2019 em Alfenas – MG. Os dados do acompanhamento foram coletados em maio de 2023. As características da rede de apoio social foram avaliadas por meio da Escala de Apoio Social do Medical Outcomes Sutdy. As datas da primeira hospitalização após a entrevista de 2019 foram obtidas por meio dos registros dos sistemas de informação do município. As análises de associação foram realizadas por meio do modelo de riscos proporcionais de Cox. Hazard Ratios (HR) e intervalos de 95% de confiança foram calculados. Foi utilizado o teste de log-rank para análise da diferença estatística entre as curvas de sobrevida construídas pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: Das 413 pessoas idosas acompanhadas, observou-se que 72,9% da amostra era de mulheres, 46,3% tinham entre 60 e 69 anos, e 44,1% informaram renda mensal entre 1 a 2 salários mínimos. Sobre a saúde, 68,7% dos participantes referiram duas ou mais doenças crônicas, 40,1% foram consideradas em polifarmácia e a maioria não referiu sintomas depressivos (65,9%), nem declínio cognitivo (71,9%). Sobre as características da rede de apoio social, 72,1% das pessoas idosas tinham mais que cinco integrantes em sua rede social. A maioria dos participantes relatou alto/médio nível de todos os tipos de apoio. A presença de declínio cognitivo (HR=1,69; IC95%=1,10-2,58) e o baixo nível de interação social positiva (HR=1,76; IC95%=1,07-2,90) aumentam as chances de hospitalização, independentemente do tamanho da rede, apoio material, afetivo e emocional/informação. Conclusão: O baixo nível de interação social positiva aumenta as chances de hospitalização das pessoas idosas avaliadas, o que indica que o processo de cuidar em enfermagem deve considerar intervenções que estimulem a criação, manutenção e expansão das redes de apoio social das pessoas idosas, a fim de prevenir ou postergar as hospitalizações.", publisher = {Universidade Federal de Alfenas}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Enfermagem}, note = {Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação} }