@MASTERSTHESIS{ 2023:1685714817, title = {Consumo de alimentos ultraprocessados por crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1}, year = {2023}, url = "https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/2523", abstract = "O diabetes, independentemente da categoria, é uma das emergências de saúde global que mais crescem no século XXI. Tratando-se do diabetes tipo 1, o Brasil encontra-se em terceiro lugar quanto à incidência mundial da doença. Com os avanços tecnológicos, a expectativa de vida das pessoas com diabetes tipo 1 obteve um aumento progressivo, contudo, esses pacientes ainda apresentam mortalidade prematura. Dessa forma, considerando o caráter genético para desenvolvimento do diabetes tipo 1 e, portanto, a necessidade do enfoque em fatores que previnem suas complicações, especialmente aqueles referentes ao estilo de vida e à alimentação são de extrema importância. Objetivou-se investigar o consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) em população pediátrica com diabetes mellitus tipo 1 e sua associação com fatores socioeconômicos, de estilo de vida, controle glicêmico e inflamação. Trata-se de um estudo transversal, por amostragem de conveniência, com indivíduos de ambos os sexos e idade entre 3 a 17 anos, assistidos pelo ambulatório de endocrinologia pediátrica de um hospital localizado em Vitória/ES. Por meio de questionário semiestruturado, foram coletados dados pessoais, de saúde e medidas antropométricas aferidas. Procedeu-se também com a aplicação de três recordatórios de 24 horas, em 3 diferentes momentos. Para a análise estatística, utilizou-se o Teste t Student, p<0,05. Dos 63 participantes avaliados 9,5% eram pré-escolares, 30,2% escolares e 60,3% adolescentes. Ainda sobre a caracterização da população, observou-se que os participantes em sua maioria foram do sexo feminino (63,5%) e pretos/pardos (77,8%). A média de idade geral correspondeu a 10,60±4 anos. A média de energia de consumo de alimentos ultraprocessados pela população estudada correspondeu a 19,2%±14,9%. Ao se avaliar a associação entre a variável desfecho (consumo de ultraprocessados) e as variáveis socioeconômicas, não encontramos diferença estatística significativa, exceto para escolaridade materna (p= 0,027). Quando avaliada a associação entre consumo de ultraprocessados com variáveis de estilo de vida não houve diferença estatística: nível de atividade física (p= 0,927), tempo de exposição diária às telas (p= 0,981), tempo de tela após às 18 horas (p= 0,240) e consumo de frutas/verduras/legumes (p= 0,315). Para este estudo ainda, observou-se que não houve associação entre o consumo de ultraprocessados com o índice de massa corporal: z-escore (p= 0,994), relação cintura:estatura (p= 0,979), perímetro do 5 pescoço (p= 0,819). Em contrapartida, no que diz respeito ao percentual de gordura, observamos que houve significância entre a média de consumo de ultraprocessados com essa variável (p= 0,001). Em suma, os resultados do presente estudo ratificam a necessidade de tratamento clínico-nutricional precoce e integral de crianças e adolescentes que vivem com diabetes mellitus tipo 1. Para além disso, acreditamos que os dados encontrados poderão contribuir para reformulação de políticas públicas preventivas em saúde e para que métodos de gerenciamento clínico da doença sejam mais efetivos, com vistas à qualidade de vida e longevidade da população com diabetes mellitus tipo 1.", publisher = {Universidade Federal de Alfenas}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Longevidade}, note = {Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação} }